segunda-feira, 25 de agosto de 2014

The newsroom na HBO

Terminou a segunda temporada da série The newsroom, que trata dos bastidores de um jornal de notícias. Além das reuniões de pauta, a busca desesperada pelo furo. É ótimo assistir porque o âncora e o produtor do jornal está submetido ao Diretor e as questões da dona da rede de televisão. Apesar de todas as subsequentes submissões, subjugações é importante se saber como funciona uma rede de televisão que apenas está submetida a audiência. The newsroom(2012) é uma excelente série criada por Aaron Sorkin, também criador de Studio 60 (que tratava dos bastidores de uma sit-com) e a magnifica narrativa, aclamada por todos, West Wing (1999-2006) além de ser roteirista de dois filmes excelentes Jogos do Poder ("Charlie Wilson's War") de 2007 e A Rede Social ("The Social Network"), de 2010. Com este currículo, Sorkin faz uma série perfeita, retratando como a notícia chega ao telespectador. O grande arco trata dos bastidores da redação, com vários jornalistas e especialistas, mas a série tem outros arcos entre os personagens, inclusive a relação conturbada profissional e amorosa entre Will (o jornalista âncora) e a produtora do programa, Mackensie. Mas como narrativa complexa, que joga com o tempo e não amarra todos os assuntos, nem mesmo os arcos narrativos menores, a ênfase estã nas relações profissionais entre aqueles que estão na telinha da tv e os executivos que estão nos bastidores.

domingo, 24 de agosto de 2014

Retomando

Após, muito tempo sem postagens, vamos retomando.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Irresistíveis, os velhinhos

Estou falando de Last tango in Halfax (2012-). Não é uma série de gente velha e para gente velha. É uma trama que abrange os problemas de velhos, adultos e jovens. E muito bem contada. Lógico que a criadora é uma mulher (Sally Wainwright) que discute o amor na velhice (quando já se está livre de regras da sociedade ou não), os problemas das mulheres que eram jovens nos anos 70/80, seus casamentos, suas vidas e consequências; seus filhos adolescentes (estudos, trabalho e gravidez prematura), também os problemas na família sobre drogas, lesbianismo , desejo de ser mãe fora de um casamento. E, principalmente, como um idoso, homem gentil e amável consegue reatar um amor da juventude com uma senhora de 70 anos, que não foi nada feliz e que o perdeu por causa de um bilhete desviado. Também você encontra os embates profissionais, de classe, de etnia. Muito bom. O IMDb avalia com nota 8, o que é muito difícil para uma série alcançar.

domingo, 15 de setembro de 2013

Comentários: Vera, uma serie inglesa

Venho acompanhando a serie policial Vera. É muito interessante. Parece que a chefe da investigação é uma idosa gagá, mas seus palpites sempre levam a solução do crime. O mais interessante da série é a própria personagem principal a chefe de investigação Vera Stanhope (Brenda Blethyn) que trabalha na Polícia de Northumbria & City. Ela é uma senhora com cerca de sessenta anos, que chama todo mundo de amorzinho, talvez para esconder sua ironia cáustica, bem caracterizada como uma velhinha simples, amável e talvez confusa. Mas apesar de ser obsessiva para desvendar um crime, ela tem astúcia e coragem. Morando sozinha numa casa afastada do trabalho, ela tem suas preocupações. Seu pai, que a criou sozinho solteira, após a morte da mãe dela, teve uma outra filha que ela não conhece e tem medo de contatá-la. Esse é o seu atual conflito. Os seus subordinados são quase todos homens e a maioria é bem jovem. Vera forma a parceria de trabalho com um deles, o Sargento Joe Ashworth ( David Leon ), casado, com 3 filhos, que ela o arrasta a qualquer hora. Inclusive nas madrugadas para segui-la na investigação. Os dois se dão bem, mas a mulher dele não gosta nada dessas chamadas à noite. Os crimes solucionados pela equipe através do faro de Vera são complicados e a investigação vai de um lado para outro. Em geral, nós, espectadores, não sabemos o que vai pela cabeça dela e fica muito interessante porque nunca se acerta quem vai ser o criminoso. Ótima diversão para quem quer algo mais de séries policiais. Vale a pena verificar. América

domingo, 8 de setembro de 2013

Entrelinhas: Uma excelente série policial

Realmente, os europeus sabem fazer um policial. Até agora, aplaudia as séries inglesas, mas assistindo pela +Globosat A ponte, que terminou nesta última sexta feira, fiquei realmente atônita como eles conseguem realizar uma narrativa limpa, equilibrada e que empolga. Já estava assistindo The bridge, produção norte-americana com grande curiosidade, também sabia que era um remake da série dinamarquesa. Mas zapeando um dia a grade de programação topei com o título A ponte, na +Globosat e resolvi assistir. Percebi imediatamente que era a produção escandinava, porque não entendia nada do que eles falavam. Acompanhando a série concluí que o seriado norte-americano, mesmo sendo uma boa adaptação, deixa muito a desejar. Talvez, pela escolha dos países, onde está a ponte entre EUA e México. E aí começam os estereótipos e os preconceitos. Talvez fosse melhor “colocar” esta ponte entre EUA e Canadá. (gostaria de ver tal comparação de culturas e hábitos) Os cenários são uma lástima, confusos, cheios de cores e muito barro. Pessoas terrivelmente pobres, muitas cores fortes,muitas pessoas caminhando nas ruas estreitas, enquanto pouco se vê do lado do Texas. A estória central é idêntica, mas as secundárias são bem diferentes. A trama se desenvolve após o encontro na ponte que liga México aos EUA de um corpo disposto bem na linha divisória. Dois detetives, um de cada região, vão se unir para fazer a investigação. No entanto, não será um crime fácil de encontrar o assassino e a investigação vai se desdobrando até envolver uma vingança. Muito bem armada, a trama vai abrindo um tabuleiro de xadrez em que cada peça, aparentemente, não se encaixa. Mas é importante chamar atenção para a detetive feminina Saga, na série escandinava, Sonya na norte-americana. Por sinal, elas, fisicamente, se parecem (basta ver as fotos). Saga/Sonya é uma mulher observadora, racional que não tem muita habilidade nas relações pessoais. É ela a principal personagem. Creio que os criadores quiseram chamar atenção para Saga/Sonya porque ela aparece como uma personagem um pouco difícil de engolir e a partir do desenvolvimento narrativo, a gente entra na ação através de suas deduções. Arguta, muito inteligente, a forma de caracterizá-la na série da América é colocá-la em várias sequencias relacionadas a sexo e namoro (testando sua afetividade). Diferente da escandinava, a série que é um remake (não existe mais criatividade!) usa e abusa de chefes de drogas e de sexo. E haja mortes, drogas e prostitutas. Mundo muito diferente da “limpa” Bron/Broen. The bridge já está sendo exibida na FX. Querendo saber mais vejam entre outros sites os seguintes: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/tag/broen/ http://www.bitsmag.com.br/novobits/cultura/seriado-the-bridge-ja-tem-remake-encomendado-pelo-canal-americano-fx.html

sábado, 29 de junho de 2013

Comentários Os seriados curtos estão voltando???...

Já não se sabe pela tv paga quando termina ou começa uma temporada de séries. Embora sejam canais ligados a produção de séries, as férias intermináveis dos assinantes criaram esses longos intervalos e....... uma má vontade de assisti-las. Por exemplo, começam um mês depois de passar nos EUA, portanto final de outubro ou novembro, aí tem interrupção para Natal e logo embala com as férias de verão. Resultado episódios novos só depois do Carnaval quando parece que vão engrenar. Nada! Vêm as férias de julho!!! E aí começam os últimos episódios que terminam em agosto ou setembro. Conclusão: Quase não se assiste os seriados curtos de 10 ou 13 episódios e que são muito interessantes. Vale a pena pagar tão caro por tv paga para ter series picotadas, perdendo a pouca unidade que elas já têm? Ando revoltada. Será que as pessoas não se dão conta???

sexta-feira, 31 de maio de 2013

No intervalo: MAD Men fora da HBO

Ainda bem que esta série está sendo veiculada pela TV Cultura, às quartas, às 22 horas. É uma série notável, não por ter ganho inúmeros prêmios, mas entre fatos históricos, relações de gênero, a gente pode notar a manipulação, vinda do olhar dos bastidores da propaganda. Mad men mostra a vida rotineira da década de 60. Como as mulheres eram tratadas. Como o mundo era dos homens que alternavam trabalho, bebida e sexo. A série é muito bem feita. Vale a pena ver. América.

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