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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Enquanto elas não chegam... Comentamos as adoráveis Mad men e Downton Abbey

Estas séries me fascinam, porque ambas relatam a história do ocidente, ou pelo menos nos primeiros 50 anos de 1900, a importância da sociedade inglesa, a decadência da aristocracia e suas estratégias. A outra trata do desenvolvimento da propaganda, desde o reclame estampado nas revistas até quando a propaganda foi para a tv, para o vídeo.
Nos anos 80, quando eu era professora, me choquei quando um aluno me disse que as propagandas da tv eram uma forma de se escolher o produto! Fiquei chocada porque ele não entendia dos bastidores, dos recursos financeiros investidos pelas indústrias e que nada indicava que aquele produto era melhor do que outro (que não anunciava) para ele escolher. Inocente, este jovem devia achar que todos os produtos eram veiculados na tv para ele escolher! Não passava por sua cabeça, o preço de uma propaganda (e que seu conteúdo poderia ser irreal) na tv e que nem todas ou mais de 90% das pequenas indústrias não estavam na tv.
Mas Mad men que trabalha com os bastidores da propaganda, mostra como da inocente (?) propaganda impressa ao astuto formato das atuais propagandas, com pesquisas de público, com avaliações e com uma indústria de consumo impele o grupo a quem se destina, a comprar objetos, coisas pelo desejo ou pela aparência. Enquanto isso, os primeiros publicitários, criadores, começam a cair em queda livre, como Dom Draper que ao final dos anos 70 está sem emprego, mesmo utilizando-se de estratégias e os gananciosos começam a lucrar. Talvez a protegida de Draper, Peggy ainda vá ser chefe dele. São as mudanças do tempo, do capitalismo e da ética.
E Downton Abbey? Fica para a próxima postagem.

domingo, 7 de setembro de 2014

Em cena: ELAS VÊM CHEGANDO...

Séries Temporada longa 21set Good wife t6 22 set The blacklist t2 22 set The big bang theory 8 23set Chicago fire t3 23 NCIS t12 23 Person of interest t4 24set Chicago PD 24 LAW & ORDER:SVU t16 25set Bones t 10 25 Scandal t4 28set CSI t15 29set Castle t7 1out Criminal minds t 10

sábado, 6 de setembro de 2014

Em cena - Sessão de Terapia: terceira temporada - Missão salvar

Afinal, dou os parabéns a diretor Selton Mello, ao produtor Roberto D’Ávila, a Jaqueline Vargas (pelo comando do roteiro). São os créditos básicos para que se tenha uma boa série como é Sessão de terapia. Mas antes de falar propriamente da trama, chamo a atenção sobre os créditos. No Brasil, tanto o criador bem como o produtor aparecem em segundo plano, quando na verdade, pelo menos nos EUA, seus nomes são destacados porque sem eles não haveria série alguma. Abordando temas atuais como a violência contra a mulher e as consequências da denúncia, um jovem órfão de mãe e que quer a atenção do pai, daí tentar char sua atenção pelo alcoolismo, um adulto rico que não quer sair do armário, devido às discriminações bem como o medo de perdas econômicas e afetivas e finalmente um adulta, professora universitária, a série se completa com a própria analise do analista Theo. Logico que Theo, agora, separado, saído de uma longa viagem para reflexão de como procede na profissão e os seus problemas pessoais ainda atravessam a trama. Nesta temporada é mostrado, muito superficialmente, o problema das drogas do filho mais velho de Theo e o conflito Theo e de um irmão (que apareceu agora e não se sabe onde ele estava enquanto Theo cuidava da depressão da mãe) Já encontro um erro na entrada de um irmão que não aparece na estrutura do autor original, o psicanalista israelita Hagai Levi, e que ainda não foi consertado. Pois este irmão desconfigura o passado solitário deo jovem Theo que tem que cuidar e lutar com a depressão da mãe e o seu suicídio. Talvez este irmão, Nestor, estivesse com o pai ou em colégio interno, mas nada se sabe e com isso a vida anterior de Theo, contada ao longo da segunda temporada desmorona para nós espectadores. Ainda tem um psicanalista, Evandro, que estando no Brasil, convida Theo e outros 2 terapeutas para sessões de supervisão. Evandro faz parte da Sociedade Internacional de Psicoterapia, mora em Londres e isso é mais que suficiente para ser considerado um grande terapeuta. E será mais um erro que se comete na série, porque como supervisor e com tal renome seu grupo se desfaz diante de um problema privado entre 2 terapeutas integrantes do grupo. Ou os roteiristas não entendem o que é uma supervisão ou simplesmente este pobre psicanalista surgiu (do nada) para inserir na trama a psicóloga Rita, que deverá (possivelmente) fazer um par romântico ou sexual com Theo. Mesmo Theo sabendo do problema dela de gostar de homens mais velhos, por causa do seu script de ter sido criada, quando criança, apenas pelo pai. Até me lembrou um conto de Lygia Fagundes Telles, intitulado O menino, ele segue em frente no flerte. Mas o menino De Fagundes telles “corta” o cordão umbilical com a mãe, porém Rita sempre se apaixona por homens mais velhos como o seu mentor (Guilherme) com quem ela tem um caso amoroso, que acaba na sala da supervisão (quando ela conhece Theo e se insinua, invadindo sua vida privada vorazmente. Vamos ver como é que fica. Faltam apenas duas ou 3 semanas apenas para terminar esta temporada. Será que a narrativa precisava disso? Theo já está cheio de problemas que remetem a seu comportamento desde a adolescência, sua inconformidade não resolvida com o pai, a internação feita por ele mesmo do filho Rafael, seus ciúmes ou sua decepção pela preferência de Rafael pelo tio Nestor, sua mágoa com as acusações do Nestor (onde estava todo este tempo???) Mas o que acho mais complicado nesta temporada não são os furos da narrativa, mas sim o próprio local da ação. A sala que Theo atende seus pacientes é integrada a sua vida particular. A sala é ampla, dá para se ver a cozinha, sua biblioteca, o sanitário, o espaço das refeições(não é um kitinete ou um apartamento de um único espaço, porque existe uma porta para outro espaço). Não creio que Theo durma no grande sofá onde seus pacientes são atendidos. No entanto, pior que isso é a liberdade de movimentação dos pacientes na ampla sala. Eles se levantam, andam para lá e pra cá, interrompem as sessões e vasculham sua biblioteca, seus porta-retratos, vão ao sanitário, e... por último, sabem o tempo certo da consulta! Nunca Theo informa que a sessão terminou, eles se levantam na hora certa! Olha, eu tenho dois tempos de 12 anos de terapia, e não sei quando acaba a sessão. Eles estão em um momento de crise! Desesperados! Mas sabem quando parar. Sei que em um ambiente televisivo como o das séries ou novelas que mudam o cenário de dois ou três minutos, transformando a movimentação numa forma de prender os espectadores, uma sessão de terapia onde apenas existem dois personagens falando por 20 minutos deve ser cansativo (para espectadores mais espertos não há este problema) porque ali, nestes 20 minutos, é um momento de reflexão, inclusive de si mesmo. Não acho que deva parar este momento de reflexão sobre o indivíduo e da sociedade e... espero a quarta temporada, mas que se mantivesse um clima “mais realista” de uma sessão de terapia.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Em cena: Sessão de terapia: terceira temporada

Vem aí uma análise bem detalhada de Sessão de terapia. Logo felicito a GNT e o diretor e o produtor desta terceira temporada que foi escrita por brasileiros. A gente merece uma série séria. Não só de alegria a vida é. E série não deve ter o propósito de fazer o espectador fugir de seus problemas e de sua realidade.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

EMMY 2014

Confira abaixo a lista com os vencedores do Emmy 2014: Série dramática - Breaking Bad Série cômica - Modern Family Minissérie - Fargo Telefilme - The Normal Heart Ator de Série Dramática - Bryan Cranston por Breaking Bad Ator de Série Cômica - Jim Parsons por The Big Bang Theory Ator de Minissérie ou Telefilme - Benedict Cumberbatch por Sherlock Atriz de Série Dramática - Julianna Margulies por The Good Wife Atriz de Série Cômica - Julia Louis-Dreyfus por Veep Atriz em Minissérie ou Telefilme - Jessica Lange por American Horror Story Ator Coadjuvante em Série Dramática - Aaron Paul por Breaking Bad Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme - Martin Freeman por Sherlock Ator Coadjuvante em Série Cômica - Ty Burrell por Modern Family Atriz Coadjuvante em Série Dramática - Anna Gunn por Breaking Bad Atriz Coadjuvante em Série Cômica - Allison Janney por Mom Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme - Kathy Bates por American Horror Story Roteiro de Série Dramática - Moira Walley-Beckett por Breaking Bad Roteiro de Série Cômica - Louis C.K. por Louie Roteiro de Minissérie, Telefilme ou Especial - Steven Moffat por Sherlock Direção de Série Dramática - Cary Fukunaga por True Detective Direção de Série Cômica - Gail Mancuso por Modern Family Direção de Minissérie, Telefilme ou Especial - Colin Bucksey por Fargo Fonte Brasil Post http://www.brasilpost.com.br/2014/08/26/emmy-2014-breaking-bad_n_5714541.html?utm_hp_ref=mostpopular

domingo, 15 de setembro de 2013

Comentários: Vera, uma serie inglesa

Venho acompanhando a serie policial Vera. É muito interessante. Parece que a chefe da investigação é uma idosa gagá, mas seus palpites sempre levam a solução do crime. O mais interessante da série é a própria personagem principal a chefe de investigação Vera Stanhope (Brenda Blethyn) que trabalha na Polícia de Northumbria & City. Ela é uma senhora com cerca de sessenta anos, que chama todo mundo de amorzinho, talvez para esconder sua ironia cáustica, bem caracterizada como uma velhinha simples, amável e talvez confusa. Mas apesar de ser obsessiva para desvendar um crime, ela tem astúcia e coragem. Morando sozinha numa casa afastada do trabalho, ela tem suas preocupações. Seu pai, que a criou sozinho solteira, após a morte da mãe dela, teve uma outra filha que ela não conhece e tem medo de contatá-la. Esse é o seu atual conflito. Os seus subordinados são quase todos homens e a maioria é bem jovem. Vera forma a parceria de trabalho com um deles, o Sargento Joe Ashworth ( David Leon ), casado, com 3 filhos, que ela o arrasta a qualquer hora. Inclusive nas madrugadas para segui-la na investigação. Os dois se dão bem, mas a mulher dele não gosta nada dessas chamadas à noite. Os crimes solucionados pela equipe através do faro de Vera são complicados e a investigação vai de um lado para outro. Em geral, nós, espectadores, não sabemos o que vai pela cabeça dela e fica muito interessante porque nunca se acerta quem vai ser o criminoso. Ótima diversão para quem quer algo mais de séries policiais. Vale a pena verificar. América

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Em cena: Os últimos episódios de "Law & Order: SVU"

America Quem gosta de um seriado adulto e que trata seriamente de violência sexual tem a série em mãos. Como sempre os episódios do meio são insonsos, mas os últimos a partir do 16 vai ficando mais quentes. Embora venha aquela recomendação de que não se trata da vida de alguém, sempre é. E os casos ficam cada vez mais esquisitos e fortes. Leia a notícia: "Law & Order: SVU" retornam com inéditos O Universal Channel volta a exibir no dia 4 de junho, terça-feira, às 23h, os inéditos da 14ª temporada de Law & Order: Special Victims Unit, com a apresentação do 16º episódio, que conta com participação especial da apresentadora Wendy Williams, do colunista de celebridades Perez Hilton e da âncora de telejornal Sue Simmons. A história é inspirada no caso da cantora Rihanna, que em 2009 sofreu agressões do também cantor Chris Brown, seu namorado da época. 30/5/2013, às 12:08. Fonte TV Magazine América

terça-feira, 14 de maio de 2013

´Restamos ... duas

Bem, depois de bom tempo sem escrever tentado acomodar os compromissos das quatro, ficamos apenas duas e continuaremos a escrever semanalmente. Estamos chegando ao final das temporadas, mas ainda vamos escrever sobre elas. Tenho visto com algum interesse Castle que tem dado bons enredos. Abrindo a imaginação do escritor, suposto detetive, a operação de descoberta do crime vem se desenvolvendo lado a lado com os enredos mirabolantes do escritor de novelas policiais. Também a relação amorosa entre ele e a detetive não vem soterrando o enredo. Falaremos sobre esse seriado ainda esta semana. America

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Downton Abbey: até que enfim

Este é um bom e sério seriado. Produzido no Reino Unido, a saga já está na terceira temporada e acompanha o século XX. Começa com a I guerra mundial e como se comporta a família aristocrata que mora no castelo que dá nome à série. Neste local além dos seus donos moram várias outras pessoas na aldeia. Além dos dramas pessoais de cada componente da família e da criadagem (inumeráveis), a série ainda comporta os fatos históricos e como eles afetam aquele local. Também vemos a mudança da feição da sociedade, a luta dos aristocratas para sobreviver às crises, a emergência de classes médias e da vida burguesa. Muito bem realizada, a série será assistida por adultos principalmente os mais velhos que conhecem os fatos do século XX, mas será um meio de instruir os mais jovens que não vivenciaram o século XX. Vale a pena assistir. Está sendo anunciado para abril no GNT. America

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Em cena: Lei e ordem: unidade de vítimas especiais Episódio 12

Logo depois do Carnaval, a Universal deverá passar este episódio. É um caso especial, pois os adultos são homossexuais atacados por outro. Este não tem a intenção apenas de fazer sexo, mas deliberadamente ferir esses homens que ainda estão “no armário”. Ricos, com famílias, utilizam-se dos bares gays para uma noitada. Mas eles se calam e a ponta do iceberg aparece quando um cliente amarrado e sodomizado, tem um ataque cardíaco e morre. O caso é tortuoso, com reviravoltas porque os homens têm temem o julgamento da sociedade, da família, e da perda de seu status e se recusam a testemunhar. E o acusado, que zomba de todos, só vai mesmo preso, pelo interesse, principalmente de Olivia e Amanda Rollins que seguem uma pista difícil de ser comprovada. O diálogo entre a mulher do homossexual que morreu e o marido do acusado é bem interessante, mostrando a dupla face das coisas. Por outro lado, o parceiro de Olivia mostra um tipo de preconceito, que fica muito claro quando ele pergunta: Você o beijou, não? (Fica subentendido que então deve reconhecer seu rosto) Toda a equipe, como sempre, demonstra bom desempenho e o tema e roteiro desta semana foram excelentes. Estou sentindo falta de Munch (Richard Belzer) com sua ironia satânica. O que ele falaria e comentário nesse episódio!!! Por sinal, os temas e seus desenvolvimentos de Law & order: SVU desta temporada estão excelentes até agora. Mas como vários críticos informam que há uma descida de qualidade no meio da temporada, espero que não venham episódios insossos a partir de agora. Estão de parabéns a equipe que faz e os fãs que assistem.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Entre linhas: Por acaso... comentários

Gosto de assistir séries que sejam racionalmente bem trabalhadas, que façam a gente pensar um pouco, mas a TV deixou de querer ser ou ter algumas séries bem feitas, racionais e que levem a pensar. Olhando a “grade” de “atrações” o que se vê são terríveis comedias de situação, planas e superficiais. Nem conseguir arrancar um sorriso ou uma gargalhada elas não conseguem, apenas de um grupo de telespectadores que já estão prontos para rir de qualquer piada rasa ou de alguma situação de abre porta, fecha porta. Tenho tv paga há muitos anos e percebi que a cada década, os programas, as séries estão caindo de nível. Ninguém quer pensar mais. Quer rir... mas de que? É isso que se aplica ao termo ser feliz? Hoje assistindo uma reapresentação de Law & order, percebi como cada vez os temas ficam mais leves e planos. Mesmo grandes séries como Law & Order:SVU, CSI e CSI New York estão mais suaves. E se fizer mos um paralelo com as séries e mini-series inglesas a gente percebe a superficialidade de tratamento dos temas das séries norte-americanas. Será que a vasta diversidade de aspectos de temas de investigações e da realidade da medicina se resolvem na Quadrilha de Carlos Drummond de Andrade? Oh, para quem não leu fica aqui o poema: João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Em cena: E as minisséries inglesas cobrem os acontecimentos do século XX

Sabemos que os castelos e as grandes casas da Inglaterra guardam suas atmosfera de mistérios, etc. Na onda atual do mundo de mágicos, de vampiros e de sobrenatural, teria que vir de lá (Inglaterra) alguma coisa. Mas os temas são mais sérios e mais sombrios. Já comentamos Sherlock, recriação dos contos de Conan Doyle, já falamos de Downton Abbey (grande sucesso) que recria a vida de pobres e sua decadência entre a primeira guerra e os anos trinta. Downton Abbey é um excelente seriado de 10 capitulos sobre a nobreza e sua decadência e os pobres, empregados da casa bem como suas vidas, suas limitações e como os EEUU deram liberdade para eles. Agora vem nova série com paranormalidade – The secreto f Crickley Hall. É a estória de uma grande casa que vira um orfanato durante a segunda guerra mundial. Baseado em livro de autor inglês que opera com o terror, a mini-série desde a casa, sua imensa escada e seus vários quartos até a música é um primor de suspense e de negro terror. Vale a pena assistir. Garanto que os jovens não vão aguentar. É para um público maduro. América

sábado, 8 de setembro de 2012

Em cena: Veep

Não é grande coisa. A atriz vem de comédias, mas a narrativa não é cômica se a gente entender o que está por trás das notícias da mídia. Desde Commander in chief que acendeu o interesse em colocar uma mulher na presidência dos EEUU. Na verdade, temos hoje duas séries, uma que parece mais um perfil da mulher de Bill Clinton (Politics animal) e esta série da HBO sobre uma vice-presidente confusa e fora do comportamento político em Veep. As narrativas são tortuosas. Em Veep vemos uma mulher atabalhoada, fazendo coisas erradas (?) Será que só temos esses dois estereótipos? A burra e a insensível? Em um site li que as mulheres vêm ganhando grandes espaços na tv. Mas ganhar espaço não quer dizer uma boa representação das mulheres. Ando alarmada com a falta de criatividade dos seriados. Este, por exemplo, vêm se inspirando em séries inglesas, sendo indicada como a mais próxima The tick of it. Veep acompanha a vida da vice-presidente Selina Mayer, que se vê despreparada para o cargo. Antes ela tinha se candidato à presidência, mas foi derrotada. (não parece muito próxima da vida de alguém real? Pode somar a vida política de Sarah Paillin com a situação política de Hillary Clinton (prévias às eleições) que você encontrará Selina Mayer. Segundo o site Apaixonados por séries trata-se de uma sátira aos “os jogos políticos e as relações entre as mais diversas figuras que de alguma forma são importantes para a vice-presidente alcançar seu objetivo de concorrer à presidência na próxima eleição, já que na anterior Selina foi derrotada nas prévias e acabou por ter de se contentar com o posto de vice na chapa de seu colega de partido, este vencedor das prévias e atual presidente” Na realidade, eu vi a série norte-americana e apesar de mostrar todo aquele arsenal de jornalistas tendo o poder de criar notícias, influenciar o público e as taxas de popularidade de um político, não percebi o grau de comédia. Apesar do realce a situações risíveis, o lodaçal das relações políticas e como são engendradas pelos jornalistas e porta-vozes, se olhadas mais de perto, nos causa desolação. Como acreditar nas notícias? Como separar as noticias forjadas das reais? Será que tem alguma coisa de verdadeiro nos discursos jornalísticos??? Este é o meu comentário. America

sexta-feira, 15 de junho de 2012

No Intervalo II Mulheres desesperadas...

Finalmente, deve ter terminado a série ou irá terminar esta semana. Nas últimas 5 temporadas e com aquele lapso de tempo de 5 anos, os meninos viraram jovens, o filhote de Susan já estava bem grandinho. Mas nessas últimas temporadas, o criador perdeu a mão, talvez por causa do público ou deveres do canal e anunciantes. Muitas coisas aconteceram no solo e na sociedade norte-americana. Embora elas não fossem sinalizadas na série, o non-sense predominou. Assassinatos, policia, prisões, finalmente o julgamento de Bree, retomando aquela irmandade fiel com as amigas. Mas... entre um amor e as amigas, o amor prevalece. Diferente da ulima década do século XX. Enfim, tornou-se a série um novelão. Bree rejeitando um namorado? Mas depois aceitando. A engraçada, imatura e desastrada Susan, a desenhista de livros, passou uma fase como dona de casa, atriz pornô e tornou-se uma avó tradicional. . Lynette voltando para o marido, concordando em ser só esposa, enquanto se encontra com várias colegas, hoje vitoriosas e ricas. Filhos crescidos, a hesitação entre permanecer no subúrbio submissa a um marido instável economicamente e o convite que recebeu para dirigir uma empresa em Nova York, puro non-sense. Em um dado momento em que ele descobre sua hesitação fala: “Sei agora que faltava sempre algo para você ser feliz. E sempre faltará!” Lógico, ela nunca foi dona de casa, para pregar botão na camisa do marido. Livre dos filhos, todos crescidos, sib a benção final do marido, ela vai em busca do que lhe falta e em grande estilo: ser diretora da empresa em Nova York. Esse foi o caminho perdido de Lynette. Dirá o autor: nunca é tarde. Gaby tornando-se a mantenedora enquanto o “macho man” torna-se um ser doméstico, cuidando da casa. A troca de papéis, ainda bem que no final volta a um outro equilíbrio, os dois donos de um negócio. Mas Desperate housewives virou história da carochinha. No final, foram felizes para sempre... E para assegurar isso, o autor dá novo pulo para o futuro e mostra todas e todos muito bem na vida e felizes com seus netos. De qualquer maneira não dá para aceitar uma série que teve um começo tão forte em cima da “atual mulherzinha”para um final... tão desastroso, e todos foram felizes. Igual insucesso aconteceu com Nip-tuck, outra série que investiu na cirurgia plástica e desandou. América

sexta-feira, 8 de junho de 2012

No intervalo I: Esposas desesperadas?

Quando a série começou nos idos dos anos 2004/2005, de início gostei do tema porque ela tinha uma crítica sutil aos casais, moradores dos subúrbios norte-americanos. Situado em algum espaço, provavelmente próximo a várias cidadezinhas iguais, o criador (Marc Cherry)e seus roteiristas criaram uma forma inusitada de unir os episódios fragmentados: a morte de uma esposa, bem casada, bem resolvida na vida. Seria ela do além que iria analisar a vida tediosa e rotineira de suas amigas. Marc Cherry já tinha sentido o suave odor da glória quando roteirista da excelente comédia As supergatas (The Golden girls, 1985-1992) série que tratava da vida diária de 4 amigas, idosas, entre 50 e 62 anos. Marc Cherry sabia, portanto, construir muito bem uma linha de enredo onde podia colocar mulheres casadas e divorciadas, classe média e que tivessem comportamentos diversificados. A baratinada, imatura emocionalmente e desastrada mulher (Susan) que divorciada, completava sua renda ilustrando livros infantis e que tinha uma filha adolescente bem mais madura do que ela em ações e situações. A mulher (Bree) que se identificou tanto com o papel de esposa e rainha do lar, que nem sabia por onde seu marido - bem colocado na vida - andava nem como estavam os seus desejos sexuais. Também a dona de casa ideal nem sabia o que se passava com seu lindo casal de filhos adolescentes. Ela era a melhor dona-de-casa, que tinha o melhor jardim da redondeza e seus jantares eram divinos para os vizinhos. Era a criação do modelo ideal para se revisitar: a situação da mulher que vivera até os anos cinquenta/sessenta do século XX, e que nem mais passa pela cabeça das atuais mulheres de classe média, com tantas modificações da sociedade, com o auxílio do feminismo, nesses últimos 50 anos. Tinha, ainda, a mulher inteligente, executiva (Lynette) que tinha caído na armadilha do casamento, e que em cinco anos tornou-se mãe de quatro filhos, inclusive de gêmeos endiabrados. Como ela diz no episódio piloto. Em cinco anos, ela ficara presa a quatro filhos! Seu marido continuava a trabalhar, mas ela não, embora tivesse excelentes ideias de empreendedorismo. Finalmente, tinha o casal latino. Ele riquíssimo (só assim aceito?) e ela (Gabrielle) ex-modelo, mimada e lindíssima. A trama era ótima e a estratégia da narração por uma amiga morta conseguia evidenciar as críticas dessa sociedade com humor, riso e ridículo. Sociedade-comunidade na qual os homens viviam seus trabalhos fora da clausura e as mulheres eram represadas em pequenas comunidades. No entanto, apesar de ganhar prêmios na primeira temporada(considerada drama) e mesmo na segunda (tratada como comédia), alguma coisa degringolou e não só tornou-se uma série chata (apesar do belo tratamento cênico) como chegou ao non-sense. Tornou-se um novelão. Veremos o final da série depois. Não quero adiantar a conclusão aos seus queridos fãs. Continua na próxima semana América

sábado, 2 de junho de 2012

No intervalo: Unforgattable

Ando um pouco perdida nos horários das séries, principalmente quando elas passam dois dias (um em inglês, outro dublado) Será uma forma de dublar a lei aprovada? Ou será para chamar audiência, pois há séries se você piscar os olhos, já perdeu o diálogo. Mas o episódio 114 de Unforgattable entre muitos outros bons foi para mim muito bom. Voces sabem que tenho uma birra com a interpretação da atriz. Só mudam as roupas e a cor do cabelo, mas seu rosto é quase estático, quase sempre não revela emoção. Mas vamos ao episódio. Carrie, de alguma forma, foi manipulada. Ela seguiu todas as pistas e índices, mas a voz do homem do telefone continuou. Será que vão dar uma sequencia? Não gostaria, pois assim ela não é personagem de série investigativa, mas super-herói(na)! Infalível. Não se esqueçam de ver hoje ou domingo o episódio, na reprise. É muito interessante America

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Em cena : The firm

A série é um misto de investigação criminal e advocacia. Não é Lei & ordem, pois está focado em um escritório. Depois de 10 anos se escondendo da máfia, auxiliado pelo FBI, por causa de uma denúncia , o advogado Mitchell McDeere , inteligente e idealista, fala mansa, mas de idéias firmes, torna-se um advogado de defesa. O mais interessante é que ele compõe sua pequena firma com sua mulher (lógico, não há mais solteiros nas séries), seu irmão Ray McDeere, que saiu da prisão e sabe todos os tipos de operações irregulares e sua excelente secretária, a atriz de cinema, Juliette Lewis, Tammy , personagem que sai do estereótipo de certinha. Ela que se veste de forma excêntrica (mas de salto alto), fuma e está sempre pronta a seduzir, quando precisa de provas, forma a dupla que não segue regras, quando se trata da defesa de um cliente. Também ela é responsável pela parte engraçada da série. O ritmo é intenso, os casos atuais, mas os episódios são leves e sedutores. Não levei muito a sério sua estréia, mas assistindo recentemente a um dos episódios, gostei muito e vou continuar assistindo. Um comentário que li na web, afirma ser a série derivada de um filme homônimo. Não o conheço, nem vi. E segundo o comentário No entanto, o colunista de Série em série afirma que “The Firm estreou com média na casa dos 6 milhões e 1.4 na demo, o que não é muito promissor e deve contribuir para o breve cancelamento breve da série”. Mas a produção executiva é ótima e já teve muitos sucessos com John Grisham, Lukas Reiter (“Law & Order,” “Boston Legal”), John Morayniss (“Haven,” “Hung”), Michael Rosenberg (“Hung,” “Skins”) e Noreen Halpern (“Rookie Blue,” “Hung”). Seu criador é Lukas Reiter, que escreveu também Outlaw(2010), The forgotten (2009), Em nome da justiça (2005),e as excelentes séries Boston Legal (Justiça sem limites)(2004) e The practice (O desafio) (2000). O site que eu li sobre o piloto da série: http://seriemserie.blogspot.com.br/2012/01/firm-1x01x02-pilot-chapter-two.html
AMERICA

sábado, 21 de abril de 2012

Em cena C S I

Episódio 1214 - Seeing Red O episódio foi divulgado na segunda feira passada no canal Sony no país. A cena que quero comentar está relacionada com a saída de Cathy Willows (ainda) No episódio 1212, Cathy se despede da equipe (porque vai trabalhar em Washigton, no FBI) e passa a "bola" para a sci mais moça numa conversa em uma cafeteria. No episódio seguinte, a última cena traz o atual chefe do laboratório, Russell, falando com Cathy no telefone. No episódio intitulado Seeing Red, aos 10 minutos e 11 segundos, devido ao tipo de crime um investigador da equipe conversa com o chefe informando que não há indícios pois a cena está inteiramente banhada de sangue. Ao que responde o chefe de que eles precisam de um especialista em sangue (lembram-se da especialidade de Cathy?) Sai do laboratório dizendo: Deseje-me sorte! Ao que o outro retruca; aonde você vai? Há um corte da cena, abre-se um plano de uma cidade e o chefe entra num local de um crime. Detalhadamente, a câmara mostra o macacão de alguém com um nome escrito nas costas do macacão "Laughlin Forensis", uma mão de mulher, um martelo ensanguentado, meio corpo de mulher loura ferida, a câmera foca de cima e vê-se o corpo de uma mulher magra, alta, esguia e loura, morta, depois filmada de perfil (com o rosto de lado para a tela) e finalmente se descobre que é uma falsa cena de suicídio. Mas toda a encenação de cerca de 2 minutos nos lembra ou nos move a pensar em Cathy e sua morte. O indício de uma especialista em sangue, a mulher loura com uma peruca loura nos leva a pensar em Cathy; só o close e sua voz vai desfazer a ilusão. Na realidade, é a entrada da nova personagem,Finn que irá substituir Cathy Willow. Ambas não se parecem e já de início percebe-se que ela tem um histórico com Russell. Relutante em trabalhar juntos, ela desvenda o crime, apenas pelas diversas direções do sangue e ao final resolve permanecer em Las Vegas. Acho que os criadores e roteiristas de CSI conseguem criar o luto da perda dos personagens que saem da série muito bem. Achei uma passagem suave e uma maneira de substituição que não cria antipatia em quem vai substituir uma imagem tão presente quanto Cathy Willow.

domingo, 1 de abril de 2012

Em cena


Homeland está passando

Esta série vem passando desapercebida aqui no Brasil. Mas ela é bem complexa pois trata dos comportamentos de ex-soldados americanos que ficaram por anos como prisioneiros de guerra e que retornam ao país de origem. A ideia não é original, mas segue a serie israelense Hatufim criada por Gideon Raff. Desenvolvida em solo norteamericano por Howard Gordon e Alex Gansa, foca nessa primeira temporada as atitudes do sargento Nicholas Brody. Suas atitudes são ambíguas, desde que retorna à casa, e ele vai, por linhas tortas, alcançando seu objetivo. A CIA o observa de perto, e uma agente obsessiva insiste em vigiá-lo porque acha que ele mudou de lado. vale a pena. É uma série séria e adulta.
América

Entrelinhas: Mad men vem aí




A HBO já está passando os episódios das temporadas anteriores de Mad Men. Isto quer dizer que, em breve, teremos a quinta temporada. A entrada dos créditos que é bem sugestiva permanece a mesma. Os personagens são os mesmos e começamos a verificar uma mudança nas relações de gênero. No início dos anos 60, as mulheres ocupavam apenas as profissões de secretária e de telefonia.
mas desde o início da série, uma jovem que veio ser a secretária de Don Draper começou a chamar atenção. E, apesar dela ser ingênua e sem graça, vestindo-se inadequada para a época, Peggy Olsen tinha inteligência bastante para ocupar um lugar no departamento de criação, tornando-se uma das preferidas da agencia pela sua capacidade de inovar a propaganda. Outra personagem que chamou a atenção desde o começo também, Joan Holloway gerente da empresa, espécie de femme fatale, desejada por todos pelo seu corpo bem delineado e explorado com vestidos justos, flexível com os sócios mas dura com as novas secretárias. Do outro lado do cosmo ficcional, temos as senhoras casadas: a mulher de Don (Betty Drapper), mais que as outras mulheres dos outros sócios da agencia de publicidade, é a verdadeira bonequinha loura, moradora dos primeiros subúrbios,cuja função é o cuidado dos filhos , da casa, passiva e paciente, com suas reuniões, suas amigas casadas e suas aulas de equitação.
Na continuação das temporadas, o sistema machista da empresa começa a ser desmontado e vão aparecendo mulheres ocupando cargos importantes.
Seria interessante falar mais sobre essas mulheres, mas as mudanças começam a aparecer depois de 1963 e isso será matéria da quarta e quinta temporadas. Vamos assistir para comentar.
América

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