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domingo, 24 de agosto de 2014

Retomando

Após, muito tempo sem postagens, vamos retomando.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Em Cena

Duas novas séries que foram ao ar no ano passado tem ocupado minhas reflexões: Unforgettable e The protector. A primeira apresenta Carrie Wells, a protagonista que tem hipermnésia, uma rara condição que faz com a pessoa lembre de todos os detalhes de todos os dias de sua vida. Ela volta a trabalhar na polícia de Nova Iorque, após cinco anos afastada, tentando mudar sua vida, por causa da memória do assassinato de sua irmã, quando elas eram crianças (único episódio do qual ela não consegue lembrar de tudo, tendo visto o assassino). Ironicamente, a sua mãe sofre de uma doença que a faz esquecer. a jovem policial trabalha em uma equipe da polícia, mas apresenta-se muito solitária, talvez em função de ser tão bem compreendida pela sua capacidade. Alguns policiais, quando ainda não a conhecem direito, acham que é uma espécie de vidente, o que não é o caso.
A segunda, The protector, tem como protagonista uma mulher de aproximadamente 40 anos, com dois filhos, policial. A novidade aqui é o fato de se dar outra evidência a sua vida familiar e afetiva, uma vez que, em geral, a mulher policial costuma ser solteira e sem vida afetiva ou com vida afetiva muito fluida. Com dois filhos e divorciada, Gloria Shepard divide-se entre as relações familiares, além dos filhos tem o irmão que mora com ela e a mãe que apareceu em um episódio, e as relações no trabalho. Na imagem, vemos os dois lados: o ursinho na bolsa e a arma na mão.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ENTRE LINHAS: Ser ou não ser (mãe), eis a questão!


Mary Shannon, a agente do FBI do programa de proteção a testemunhas, está grávida. As séries já tiveram outras grávidas, com J.J de Criminal Minds, apesar de ter sempre sido difícil o caso de Olivia Benson, de Law and Order: SVU, que demonstrava um interesse pela maternidade, mas era um problema permitir isso. Mary engravidou sem planejar, não pretende informar ao pai da criança, que considera imaturo. Ela já tem uma relação bem conturbada com a família, especialmente a mãe e a irmã. Diz que pretende entregar a criança para adoção, porque não sabe o que é ser uma boa mãe, mas sabe o que é ser uma mãe ruim. O perfil desta personagem, realmente, não atende ao modelo de mãe a que a sociedade está acostumada. Ela é pouco social, muito séria, ri pouco, não demonstra carinho, é direta nas observações, não é muito paciente. Estou pensando em como isso será resolvido na série, porque ela é uma excelente agente e não parece muito simples conciliar o tipo de Mary com filhos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Comentários a esmo


Uma personagem curiosa em NCSI: LA

NCSI: Los Angeles não é uma série que acompanho, mas, assistindo algumas vezes, uma personagem chamou a atenção, Henrietta "Hetty" Lange (Linda Hunt). Ela é diretora do departamento. Parece alguém que está muito preocupada com as questões administrativas (especialmente com os custos das operações e os equipamentos). Hetty não tem o perfil que costumamos ver nas séries, mesmo quando se trata do serviço burocrático. Ela não é bonita, não é jovem, é bem pequena. Tem uma relação que fica entre a exigente diretora e a afetividade quase materna. Acho que merece uma análise.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ENTRE LINHAS


Família: proteção ou controle?

Se nas primeiras séries e mesmo em séries mais contemporâneas a família dos personagens, especialmente dos investigadores, não aparecia, praticamente não existia, ou quase não aparecia, parece haver agora uma nova necessidade de torná-la presente na vida do policial. Com uma intromissão muito incomum, como é o caso de Rizzoli and Isles. No primeiro episódio da série, já se revela essa presença constante da família, quando aparecem desde logo os pais, o irmão e uma referência a outro irmão. Na trama, que traz uma ameaça à detetive, todos resolvem protegê-la: sua mão inclusive resolve invadir seu apartamento para ficar com ela, enquanto o irmão e o pai estão no carro também pensando na segurança. O curioso é que ela é na família a melhor preparada para proteger os outros e, portanto, a si mesma. É uma mulher adulta, mais de trinta anos, mas a quem a família, sobretudo a mãe, trata como uma criança. Ainda nesse primeiro episódio, há uma infantilização na forma de tratamento da mãe, quando esta ralha com a filha porque quebrou o nariz brincando de basquete com o irmão. E uma amostra do controle da mãe, em outro episódio, quando ela faz com que a filha vá com ela para comprar um vestido: tipo de roupa com a qual a personagem Jane Rizzoli (detetive) se sente pouco confortável. A interferência da mãe chega ao ponto de ela marcar um encontro de Jane com um homem, sem que a mesma saiba. Como explicar este domínio da mãe sobre a filha que é tão segura na profissão, aliás uma profissão que exige uma postura mais segura e forte? Mesmo quando a família de personagens homens aparece, a participação não é essa, de exagerada proteção que entendo mais como tentativa de controle. Uma primeira leitura da questão mostra que isso pode ser explicado como uma tentativa de fazer ver que a mulher é muito frágil para a profissão de detetive ou policial e estará sempre precisando da proteção de alguém.

domingo, 26 de setembro de 2010

Em Cena

Jane Rizzoli (a detetive de Rizzoli & Isles) apresenta a si mesma (a personagem) no site da TNT. Entre outras coisas com as quais ela se caracteriza, como sua relação com a família, está o seguinte comentário (traduzido livremente do inglês):
"Minha filosofia para o sucesso? Fazer tudo para pegar o criminoso. Ser furiosa, nunca se entregar, e por Deus, usar sapatos adequados para a cena. Você nunca pegará alguém usando salto alto."
O interessante é que o salto que ela usa na propaganda da série, embora do tipo quadrado, mais largo, é ainda relativamente alto para uma corrida atrás de bandido.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Em cena


Rizzoli and Isles

Uma iguaria de massa e uma ilha dão os sobrenomes das personagens da série Rizzoli and Isles, que teve uma estréia piloto em julho de 2010, nos Estados Unidos. Jane Rizzoli (Angie Harman) e Maura Isles (Sasha Alexander) formam uma dupla de amigas: uma detetive durona e uma legista certinha. Temperamentos distintos que a série pretende unir. Jane descreve-se como alguém que quer acima de tudo respeito, especialmente, porque trabalha na divisão de homicídios, que define como “clube de garotos” e Maura como alguém que “se sente melhor com os mortos”. Vejamos como se desenvolverá a série, que propôs uma pré-temporada de 13 episódios em julho, pretendendo retornar em janeiro/2011

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Em cena: Olivia: mãe?


Olivia Benson já tentou ser mãe, em outros momentos da série. Em uma ocasião, ela foi recusada para adoção, por causa do seu trabalho. Mas no episódio que foi ao ar nesta última terça-feira, 20/04/2010, um fato faz pensar: ela se envolve com uma das vítimas do assassino de prostitutas - uma jovem que está grávida; e o episódio termina com a entrega de um documento de um advogado da jovem,no qual ela dá a guarda de sua filha que nasce prematura a Olivia. A detetive ficará com a menina (além de prematura, a médica informa que terá muitos problemas, por causa disso)? (India)

terça-feira, 13 de abril de 2010

No intervalo


O episódio desta segunda-feira, 12 de abril, evidencia a personagem Emily Prentiss (Paget Brewster) que, no depoimento de uma fã, em um blog, estava ficando muito em segundo plano, tendo seu potencial pouco explorado. No episódio, que começa já a partir da prisão de criminoso, ela fica responsável pelo transporte deste junto com um outro agente e, no caminho, há um acidente provocado por um possível parceiro do preso. Emily tem uma atuação que ratifica seu perfil: uma mulher forte, decidida e inteligente. Mesmo ferida, ela sai do carro, tentando atingir os fugitivos, atirando e mesmo no hospital para onde é levada, depois do acidente, ela insiste em continuar no caso, tendo, inclusive, participação fundamental na solução do problema. O suposto parceiro era, na verdade, um policial, que estava sendo chantageado pelo criminoso, que havia sequestrado sua esposa e filhos. O bandido é preso, mas a equipe precisa encontrar a família do policial e Emily será muito importante, nessa busca. Ela mata o criminoso e o policial desespera-se, porque somente ele sabe onde estão sua esposa e filhos. Mas a equipe descobre e o episódio tem um final positivo.(India)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ENTRE-LINHAS

Índia

The Good Wife é uma das mais recentes séries de televisão com foco na atuação de advogados e cuja personagem principal é uma mulher. Como o próprio título já propõe: é a boa esposa. Pensamos, então, no que está sendo representado como “boa” esposa. Uma das questões que se pode levantar é acerca do papel de mãe. Entendendo a idéia de “mãe” como algo culturalmente construído, quais as expectativas de uma sociedade como a americana que, pelas produções de mídia, têm atravessado o imaginário da sociedade brasileira para esse papel social? Refletiremos, assim, sobre alguns aspectos de certa forma já consagrados para esse modelo: a idéia de amor incondicional, a idéia de desapego por qualquer coisa em prol dos filhos e a idéia de disponibilidade total e irrestrita para a prole. Alicia, protagonista da série, dará conta de que formulação materna?


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